Os idosos voltaram a se destacar entre as principais vítimas da covid-19 mais de dois anos após o início da pandemia, de acordo com levantamentos feitos em dois dos maiores hospitais de referência para o tratamento da doença no Brasil, o Emílio Ribas, em São Paulo, e o Ronaldo Gazolla, no Rio. Os dados indicam a necessidade de uma quarta dose de vacina para esse público.
No início de fevereiro, de 70% a 90% dos mortos por coronavírus eram pessoas não vacinadas ou com o esquema de vacinação incompleto. No fim do mesmo mês, esse percentual caiu para aproximadamente 50%, revelando nova mudança no perfil das vítimas. Agora, idosos que tomaram a terceira dose em novembro ocupam correspondem aos outros 50% de óbitos.
Nas primeiras três semanas da disseminação da Ômicron, (praticamente) 100% dos mortos eram não vacinados, com o esquema vacinal incompleto ou imunossuprimidos (transplantados, pacientes de câncer, entre outros)”, afirma o infectologista Alexandre Naime Barbosa, da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu. “Agora, esse grupo representa 50% dos mortos, os outros 50% são idosos já com as três doses; a diferença é que eles tomaram essa 3ª dose há mais de três meses e a imunidade deles começou a cair.”

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