Está chegando a hora de escolher nossos representantes.
E, mais uma vez, vamos ouvir promessas.
Vamos ver candidatos abraçando o povo, apertando mãos, visitando bairros e dizendo que conhecem as necessidades da população.
Mas existe uma pergunta que precisa ser feita:
O que vale o seu voto?
Vale um botijão de gás?
Uma cesta básica?
Uma conta de luz?
Uma promessa de emprego?
Uma pequena vantagem pessoal?
Se vale, precisamos entender uma coisa:
quem compra o seu voto não está comprando apenas um papel na urna. Está tentando comprar o direito de decidir o futuro de todos nós.
E depois da eleição?
Quem pagou pela sua escolha pode achar que já quitou a dívida.
E aí, o povo volta a ficar esperando.
Esperando pelo posto de saúde.
Esperando pelo médico.
Esperando pela escola digna.
Esperando pelo saneamento.
Esperando pela água tratada.
Esperando pela pavimentação.
Esperando por infraestrutura.
Esperando por oportunidades.
Mas o mandato já foi pago.
Esse é o grande perigo.
Quando transformamos o voto em mercadoria, ajudamos a eleger pessoas que podem enxergar o mandato como propriedade particular, e não como uma responsabilidade pública.
E não pense que quem vende o voto prejudica apenas a si próprio.
Prejudica todos.
Prejudica aquele que votou com consciência.
Prejudica a família.
Prejudica o bairro.
Prejudica a cidade.
Prejudica principalmente quem mais precisa dos serviços públicos.
Não podemos trocar quatro anos de decisões importantes por um benefício que dura alguns dias.
Não troque o futuro por uma vantagem momentânea.
Seu voto pode parecer apenas um número na urna.
Mas não é.
É a sua voz.
É a sua escolha.
É a sua responsabilidade.
É o seu poder.
Não venda esse poder.
Não entregue seu futuro.
Não permita que a necessidade de hoje seja usada para comprar o silêncio de amanhã.
O político passa.
O mandato passa.
A promessa passa.
Mas as consequências das nossas escolhas ficam.
Por isso, antes de votar, não pergunte apenas:
“O que ele pode me dar?”
Pergunte:
“O que ele poderá fazer por todos nós?”
Essa é a diferença entre escolher um representante e escolher alguém que simplesmente quer um mandato.
VOTO NÃO É MERCADORIA.
VOTO NÃO É FAVOR.
VOTO NÃO TEM DONO.
VOTO É LIBERDADE.
E quando o voto tem preço, quem paga a conta é o povo.

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