A Rodoviária do município de Itaperuna, no Estado do Rio de Janeiro, encontra-se em completo estado de abandono, refletindo a omissão do poder público e o desrespeito com a população. O que deveria ser um espaço de acolhimento, mobilidade e segurança tornou-se um cenário de degradação, insegurança e violação de direitos básicos.
O local é constantemente ocupado por moradores em situação de rua, sem que haja qualquer política efetiva de assistência social. O odor insuportável de urina é permanente, há goteiras por toda a estrutura, inclusive sobre os assentos destinados aos usuários e a falta de manutenção é visível em todos os cantos. Para agravar ainda mais a situação, episódios de sexo explícito ocorreram em plena luz do dia nos bancos da rodoviária, escancarando a ausência total de vigilância e controle.

Em frente ao terminal, a área conhecida como “pracinha dos quiosques” tornou-se um ponto de extremo risco. Diversos assassinatos já foram registrados nas madrugadas, transformando o entorno em um território de medo. Usuários das linhas intermunicipais e estaduais ficam à mercê do desconforto e da insegurança, enquanto trabalhadores da madrugada são literalmente entregues à própria sorte.
Trata-se de um verdadeiro caos, que evidencia falhas graves na segurança pública, na assistência social, na vigilância sanitária e no cumprimento do direito constitucional de ir e vir. A rodoviária de Itaperuna não é apenas um problema de infraestrutura, mas um retrato alarmante do abandono institucional.
É urgente a intervenção do Estado e das autoridades competentes. A população exige respeito, dignidade e ações concretas. Itaperuna merece uma rodoviária segura, limpa e humana, não um espaço marcado pelo medo, pela insalubridade e pela negligência.

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