Era uma vez um bom moço, que foi perdendo o rumo de uma maneira nada agradável, repetindo estratégias, sussurrando e articulando nos bastidores do teatro da política. Uma hora ele traia, traição pública na cara do povo, na outra preparava a queda de muitos, usava a grande inteligência que possuía, mas para um propósito que o tempo irá mostrar, afastando as pessoas da vida política e pessoal como quem espanta moscas na padaria.
Assim ele colecionou momentos de vitória, somente momentos, nada muito aproveitado no coletivo, apenas para ele e um reduzido grupo que foi diminuindo cada vez mais, ele podia ter usado a inteligência para o bem, a inteligência emocional, mas o que todos viam era uma inteligência artificial, banalizada pela sede de poder pelo poder.
Foi absoluto por um bom tempo mas a entrada em cena nacional de um companheiro local parecia ter mexido com a pior coisa de um político, a vaidade, ninguém duvidava do rapaz, ele tinha boas ligações fora da cidade que deveria ter amado mais, não tinha medo da raiz que foi enfraquecendo.
Tá certo, ele já fez a vida como gostava de dizer, mas não precisava desse fim triste, na verdade não tá nem aí, o mundinho dele bastava e quem perdia tudo era quem nele um dia confiou. Era uma vez, uma historinha de um final que o tempo ainda não falou para ninguém, mas um dia vai falar.
“O homem é o próprio criador do seu céu e do seu inferno. E não existem mais demônios do que os sussurros do seu próprio ego”.
Eliphas Levi.

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